Baby Viking

O tema (totalmente opcional) do mês de fevereiro é som! Por exemplo, pensar primeiro na trilha sonora e depois fazer o jogo. Desde o ano passado estou bem pilhado e escutando direto viking metal. Então pra mim não tem dúvida, primeiro pensamento é esse – viking metal.

FASE 1 – Buscar inspiração

Minha ida ao mundo, gera alguns fragmentos bem interessantes. Vou iniciar agrupando na forma de uma listagem:

  • O Tiago (meu filho mais velho, prestes a fazer 3 anos agora em abril) começou a se ligar em jogos (não sei porque). Ele tá com uma brincadeira de dizer que criou um jogo pra ti. Esses dias ele me falou que tinha criado um jogo que ele corria e chutava robôs, ele destruia os robôs chutando;
  • Desde pequeno o Tiago era chamado de “pequeno viking” porque nasceu com cabelos ruivos (por exemplo, a Raquel Piegas sempre o chamou de pequeno viking). Até meu queridos alunos egressos Henrique Manfroi e Rodrigo Chips chamavam-o de Olaf (uma carinhosa referência ao Lost Vikings);
  • Quando eu vi o tema de fevereiro o lance de pensar na trilha sonora e pensar no jogo, veio a referência do viking metal – Týr, Amon Amarth,Turisas, Bathory,…
  • Comecei a fazer umas consultas rápidas na web porque se tem viking tem que ter berserker, aquela fúria dos guerreiros nórdicos quando entravam em batalha;
  • Vi rapidamente na TV que ia dar um filme no domingo chamado Pequenos Invasores (Aliens in the Attic). Aqueles marcianos cabeçudos com estética de filme B, de literatura pulp, invasão alienígena.

Well, well, well mistura tudo isso e cheguei em uma premissa inicial para ser refinada “uma pequena aldeia após uma farta caçada os homens guerreiros ficam caídos de bêbedo de tanta cerveja. No céu claro, muitos raios. Seria Thor?! Não é uma invasão alien! Marcianos e robôs invadem a aldeia pra levar a famosa cerveja! Quem resta defender seu povo? Uma pequena e furiosa criança viking!”

Pensei inicialmente em um shooter 2D. Um monte de porrada nos aliens (marcianos verdes, cabeçudos e gosmentos), destruir robôs (estilo filmes B). Ter uma barra de combo (like Marvel vs Capcom) que seria o nível de berserker, quando chegasse no máximo entraria nesse modo destruição, fúria selvagem. Um look and feel do piá bem cute cute, mas que ficasse totalmente malucão (estilo Taz/Hulk coisas que ficam furiosas) ao entrar no modo fúria. O primeiro jogo que veio na minha cabeça foi o Zombieville USA

Zombieville USA

Claro que algumas coisas devem ser repensadas, não quero perder o foco do público-alvo mid-core. Ficar dando cacetada todo o tempo em ET não deve ser muito divertido deve ter elementos pra modificar o pacing e tornar as escolhas do player mais inteligentes. Ao mesmo tempo deve ser algo simples, não pode ferir o mantra do “keep simple”.

Também pensei Heuristic Ideation Technique em combinar elementos de survival, RPG, stealth ou rythm em shooter dos tipos run and gun e scroll and gun. Survival acaba sendo quem resiste mais tempo, não gosta muito desta mecânica; RPG, nem pensar, stealth nada haver com vikings barulhentos. Assim fico com as opções iniciais:

  • Run and gun clássico
  • Uma espécie de tower defense (seriam três/quatro baby vikings), hordas de aliens/robôs gerados proceduralmente (ou feak by script conforme o ritmo da música, no caso viking metal) e teríamos uma ordem exata (momento correto) para atacar com cada baby viking)

Bem finalizo o post com um pequeno mood board que serviu de inspiração nesse primeiro momento:

Mood

Buenas comentários são sempre bem vindos!

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