Design do jogo de programação

Bem, concepção mais do que atrasada no mês de março! Agora sim saberei de verdade o que é um chaotic day. Vamos começar a estrutura a bagunça de ideias. O legal que nesse mês conto com a ajuda do Daniel Sallenave. Que a partir de uma pequena premissa enviou-me uma sinopse de uma história do game. Vai entrar no caldeirão também! Valeu Daniel!

FASE 1 – Buscar inspiração

A ida ao mundo foi motivada com ensino de Algoritmos e Programação em C++. Sempre desejei criar um game para ensinar programação em C++, que o aluno fizesse alguma entidade, compilasse, colocasse dentro do código e visse o resultado. Abaixo a lista de fragmentos:

  • Desejo cooperação, a maioria dos programming game envolve arenas, competição entre jogadores não penso em algo assim, não é pra ser duelo entre entidades;
  • Não pode ser um boring game pra ensinar programar. Diversão em primeiro lugar;
  • Tem que ter zumbis porque estou usando zumbis nos meus exemplos em sala de aula, tem que ter alguma coisa com zumbis. A inspiração vem do projeto Rails for Zombies;
  • O tema de março no #onegameamonth é roguelike! Yes! I love it! Janeiro já me atrevi andar por essas bandas e vamos voltar em março. É o melhor do hack n’ slash do RPG – níveis randômicos, morte permanente, loot de itens, movimento por turnos;
  • Impossível não pensar também nos MUDs (Multi User Dungeons), não penso em algo em rede, mas a idéia de quem sabe programar e reprogramar o mundo, NPCs, itens,…
  • Veja o post Jogos de Programação. Meu des taque é para o Robot Odyssey. Não gostaria de criar uma nova linguagem de programação, mas sim usar diretamente o C++ e nesse game o objetivo é resolver tasks.
  • Conversando com o Daniel Sallenave no Facebook enviei a seguinte premissa pra ele:  “o player é um sobrevivente, teria que construir seus robôs e programá-los para cumprir tarefas e uma cidade destruída pós um apocalipse zumbi. Inicialmente tinha pensado na coisa mais stealth”
  • Recebo de volta essa idéia básica para ser trabalhada durante o mês de março que adiciona o elemento tower defense: a humanidade sofreu um revés violento devido a uma mistura de guerra nuclear e apocalipse zumbi. Esse revés causou uma “volta” às raízes medievais e antigas do homem – daí, vikings – muito embora alguns poucos mantiveram pequenos bolsões de conhecimento, suficientes para resgatar a tecnologia anterior ao apocalipse. No processo, devido a alterações no ambiente (também decorrentes da guerra), alguns poucos descobriram a magia. O personagem principal é o líder de uma tribo de vikings itinerante que acha uma antiga fortaleza em bom estado de conservação. Mas a tribo está sendo caçada por um necromante que deseja o machado mágico do viking-líder. Juntando todo o seu conhecimento, os vikings mais inteligentes descobrem como reutilizar e remontar os dispositivos tecnológicos da fortaleza para melhor resistir aos ataques. Conforme o jogo vai avançando, os vikings descobrem novas e interessantes formas de utilizar esses artefatos tecnológicos, e até criar outros. Mas o inimigo também começa a se modernizar, e vai criando variantes de zumbis cada vez mais perigosos. Com o tempo, o necromante começa até a incorporar tecnologia nos zumbis que usa pra atacar a fortaleza.
  • E por último achei fascinante os trabalhos da artista plástica  japonesa Sayaka Ganz com material reciclado, ela cria esculturas fantásticas achei uma estética super bacana bem alinhada com este clima pós-apocalíptico. Abaixo coloco uma das obras da artista.
Sayaka Ganz - Walker
Sayaka Ganz – Walker

Sempre uso Heuristic Ideation Technique gosto de combinar elementos pra ver onde chego, combinações inusitadas. Roguelike puro e um programming game são tarefas punks gosto da sugestão do Daniel de colocar o elemento tower defense. Então parti inicialmente desse cruzamento – roguelike x programming game x tower defense. Cheguei em quatro possíveis cenários:

  • As unidades (torres) são programadas. Os times possuem até quatro unidades programáveis. Os níveis contem uma série de tarefas cujas unidades resolvem em turnos.  As unidade podem ser programadas onde se posicionar e seu comportamento visando resolver tarefas e enigmas. Conforme as tarefas são resolvidas itens são obtidos e colocados em um inventário. Estes itens podem ser usados para equipar as unidades e obter novas vantagens;
  • As unidades (torres) são programadas. Os times possuem até quatro unidades programáveis. Os níveis contem uma série de tarefas cujas unidades resolvem em turnos.  As unidade podem ser programadas onde se posicionar e seu comportamento visando resolver tarefas e enigmas. Conforme as tarefas são resolvidas são obtidos pontos de experiência (XP). Estes pontos são usados para comprar vantagens permanentes para as unidades;
  • As unidades (torres) são programadas. Os times possuem até quatro unidades programáveis. Os níveis contem ondas de inimigos.  As unidade podem ser programadas onde se posicionar e seu comportamento visando resolver como derrotar os inimigos. Conforme os inimigos das ondas são derrotados itens são obtidos e colocados em um inventário. Estes itens podem ser usados para equipar as unidades e obter novas vantagens;
  • As unidades (torres) são programadas. Os times possuem até quatro unidades programáveis. Os níveis contem ondas de inimigos.  As unidade podem ser programadas onde se posicionar e seu comportamento visando resolver como derrotar os inimigos. Conforme as ondas de inimigos são derrotadas são obtidos pontos de experiência (XP). Estes pontos são usados para comprar vantagens permanentes para as unidades;

O público agora é um pouco mais jovem, familiarizados com jogos, nunca programaram, de ambos os sexos de 16 a 19 anos. É capaz de dedicar até 1 hora de tempo diário para envolver-se com o jogo.

E por último eu sempre gosto de colocar um mood board pra dar um tom da ideia. O problema que já identifico que é uma parada cheia de traço realista, épica e tal. E dai meus amigos falta talento, sou obrigado a estilizar senão não tenho como dar conta do recado. Tem que ir pra algo mais pixel art, vetorial cartoon pra conseguir viabilizar.

Mood3

Quais as tuas sugestões para este conceito de jogo? O que você pensa a respeito?

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6 comentários sobre “Design do jogo de programação

  1. Tri.. é legal ver as ideias surgindo! O legal do conceito até agora, é que deixou em aberto algo que a imaginação não consegue definir… tá cheio de promessa. Um “programming game” bem feito e bem balanceado pode ser uma mina de ouro pra “complexidade emergente”.

    Acho que o esquema é dar o máximo possível de liberdade aos jogadores… só consigo imaginar fazer isso inserindo bastante atributos programáveis (buscando evitar um contraponto à complexidade emergente) pras unidades. Deixar até as “torres” se moverem seria tri…

    1. Valeu Klein! Teu comentário valeu ouro! É bem isso que eu estou me sentindo nesse momento “a imaginação não consegue definir”, tá cheio de promessa. To vendo que vai ser um prato cheio pra prototipação e teste de hipóteses, conceitos pra entender esta encrenca toda hehehe

      Mas é isso, complexidade emergente, fuçar nos atributos. De inicio pensei em deixar as unidades paradas (nos níveis iniciais) e depois começar a mexer com as unidades.

      O que ainda me deixa intrigado (estava pensando nisso agora) é fazer um tower defense com aquele buzilhão de waves (com inimigos tudo iguais) ou os níveis mais stealth, as waves com poucos inimigos, as unidades (móveis/fixas) deveriam resolver as tasks (sendo que as tasks podem ser matar pequenas waves de inimigos)

      Brigadão e continue colaborando!! Forte abraço!

  2. Eu gostei da ideia e lembrei de um jogo que talvez sirva pro teu Brainstorm. Nao exatamente em um tower-defense, mas na concepção.
    O jogo é de estratégia de 1997, que assemelha com essa ideia que tu apresentou. Algo meio post-apocalyptic + “back to old ages”. O nome do jogo é Rising Lands onde um asteroide acaba com a terra e os sobreviventes formam tribos. O jogador é um líder duma tribo e sua missão é guiar o seu povo, tentando conquistar a governança da terra.
    As unidades de batalha parte desde espadachim, lanceiros montado em ursos, magos, soldado com lança-chamas, balões de ar e veículos motorizados. Tem até diplomacia e pesquisa cientifica que altera o andamento das missões.
    Ah claro, os filmes de Mad-Max também podem salpicar a tua inspiração.
    Eu espero que essas sugestões ajudem em algo!

    1. E ai cara!
      Primeiro obrigado pelo comentário! Bah ótima dica, eu não conhecia esse jogo!! E pelo visto tem bem o climão
      Mad Max tá presente, tá lá no mood board (canto inferior direito) hehehe
      Continue ajudando!
      Abração!

    1. Oi Fred!
      O que é isso, não precisa se desculpar!
      Valeu! Que bom que tu gostastes. Já estou trabalhando em cima do design to ansioso pra começar a prototipar hehe
      Forte abraço!

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