Começando FVM2014

Bem vamos começar o desafio FVM 2014! O ano passado fiquei super pilhado em participar, mas não consegui. Esse ano quero ver se consigo gerar um protótipo de um game até o dia 15/03.

Bem estou na frase de concepção, fiz uma pesquisa inicial dos temas, criei um mapa conceitual e um painel no Pinterest pra ir buscando inspirações. Escolhi os seguintes temas: ruído, fronteira e doença. As metas alternativas irei mencionar mais tarde. Bem vamos lá ao que eu já pensei no momento:

Sobre o que é o jogo?

As pessoas quando estão no leito de morte cristalizam seus dramas em demônios que atormentam a mente da vítima na forma de vários pesadelos. A pessoa não consegue morrer em paz sendo vítima constante de seus sonhos ruins. Usando conhecimentos antigos dos xamãs e as técnicas mais modernas da psiquiatria criou-se um equipamento capaz de unir-se ao sonhar de outra pessoa. Formou-se um grupo de estudiosos capazes de operar a Máquina do Sonhar. Essas pessoas são capazes de sonhar os pesadelos junto com o enfermo e navegar pelas portas mais obscuras do inconsciente atrás dos demônios do paciente. Demônios eliminados significa sonhos tranquilos e uma morte plena.

Como seu jogo faz isso? Pensei em algumas mecânicas para suportar o jogo:

O Sonho: é um personagem do jogo com direito a ficha. Ele precisa ser mantido estável. Conforme as ações do jogador é inserido ruído no sonhar deixando-o mais desafiador e mais perigoso de encontrar os demônios (transforma-se em piores pesadelos). Também conforme os eventos/estado do sonho mais ou menos ruído é adicionado nas jogadas de teste;

Degeneração: cada vez que entra na mente do paciente fica mais dificil, a pessoa está adoecendo, degenerando. Logo, pro jogador vai ficando cada vez mais dificil agir nesses sonhos/pesadelos. Caso o paciente venha morrer enquanto o jogador está em seus pesadelos a consciência do personagem do jogador é perdida deixando-o totalmente catatônico;

Entrando nos sonhos: esse processo deve ser bem experienciado pelos jogadores, eles devem sentir como tivesse que atravessar várias barreiras para entrar nos cantos do inconsciente. Sentir a resistência do paciente e dos demônios internos.

Fragmentos: são ações dos jogadores que são capazes de interferir nos sonhos, modificando-o e também desestabilizando-o. Tem que ter um payofff bem estabelecido, maiores mudanças, maior custo e maior instabilidade.

Como seu jogo recompensa isso?

Os jogadores que conseguirem desintegrar os demônios de um paciente deixando-o com sonhos estáveis serão bem sucedidos e deverão ser recompensados com habilidades e fragmentos para que possa resolver casos mais complexos no futuro. Poderão jogar várias histórias independentes, mas que possam ser narradas progressivamente, como uma série televisiva.

Como tornar o jogo divertido?

A principal mecânica é manter o sonho estável e esperar que eventos oníricos irão ocorrer. Acredito que o mais legal do jogo é exatamente saber que está vivendo em um pesadelo que os tecidos dessa realidade é frágil, uma ação errada poderá desencadear uma série de eventos desastrosos.

Pensando na tétrade de Jesse Schell pensaria no seguinte:

Narrativa: os casos dos pacientes terminais; a caçada dos demônios internos; narrar as cenas que compõem o sonho que se transformam em pesadelo.

Estética: um visual gótico, cinza, sombrio; penso nos operadores da Máquina do Sonhar como se fossem os Tremere do Vampiro: A Máscara.

Mecânica: teria o estado do Sonho representado por uma ficha e as ações dos jogadores mais os eventos alteram o estado do Sonho. As jogadas sempre dependem do estado atual do Sonho. Conforme o paciente fica mais ou menos doente afeta o Sonho. Quanto mais instável o sonhar, mais ruídos, mas interferências nas jogadas.

Tecnologia:  quanto as tecnologias analógicas seriam fichas, dados e tabelas para os eventos.  Quem sabe cartas e marcadores. Se for usada alguma tecnologia digital penso em usar smartphone/tablet pra ser a Máquina do Sonhar gerando eventos e representando o estado do Sonho.

Estabeleci alguns critérios norteadores:

  • Mantendo a linha simples;
  • Que não seja muito alternativo/exótico/indie. Teria que ser um jogo que meu grupo hack n’ slash não torcesse o nariz;
  • Não tão gótico-emo como os títulos Storyteller/World of Darkness;
  • Puxar para o lado de um RPG mais narrativo.

Como inspirações/referências: Sandman, os filmes da Hora do Pesadelo, o filme Inception, o game To The Moon e um RPG indie antiguinho adaptado pro d20 chamado Dreamwalkers. Quanto aos jogos narrativos: Shotgun’s Diaries, Fiasco e Violentina.

Quanto as metas alternativas penso em utilizar duas: (a) Fantasma da máquina: o smartphone iria funcionar como a interface que é ligada ao paciente. A aplicação iria gerar eventos que iria interferir nos sonhos, seria a Máquina do Sonhar; (b) Limite é tênue usando as informações externas para influenciar nos sonhos.

Então pessoal, o que acham? Críticas e sugestões são muito bem vindas. Quero começar a trabalhar com a mecânica central – o Sonho.

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